sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

HH:MM:SS

Contra a correnteza
Foram anos e anos de atitudes pavorosas.

Anos e anos de respeito,
de cordialidade.

Anos e anos de socialização 
de paciência. 

Eu deveria ser mais humano.

Mandar alguém se fuder
Não dar atenção
Não me importar.
Ofender.

Afinal,
é nisso que nossa sociedade está estabelecida.

Me sinto como um traidor.
Um contraventor da lei humana.
Do senso geral,
Sem o senso do ridículo.

Posto cruelmente á pratica desumana do amor.
Sou agora um caso perdido.
Humanidade, me esqueça.

Não existem formas de regeneração
O que restava acabou.
A tv está fora da tomada
O rádio está desligado.
Ouvidos tampados, boca fechada
Nada vi.

Há marchas, protestos e revoltas.
Políticos, corrupção e descaso.
Policia, bandidos e mortes
Em que isso me serve?
Ainda existe eu, você e essa xícara de café!

Não me importo 
E pensando bem
Talvez isso seja um resquício de humanização.

Sinceramente, torço para que não.

Mas como eu saberia?
São 4 da manhã, e ainda não dormi...

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