Diga a todos que voltarei.
E partiu pra imensidão do universo
para algum lugar distante e remoto.
Que até os dias de hoje não foi encontrado.
Ficamos aqui.
Ficamos bem.
Existem guerras, fome
Desigualdade.
Mas ficamos bem.
Existe o desespero entre famílias
Conflito entre os povos.
Mas juro que estou bem.
Do que posso reclamar?
Da minha casa, da minha refeição?
Do meu emprego?
Ainda bem que tenho refeições
Ainda bem que tenho casa
Ainda bem que tenho emprego.
O problema está com os outros.
Eles sim, são ingratos.
Mas eu?
Eu juro que estou bem.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Sobre nós.
Deitado na rede
Escuto ela, ao meu lado
Falando empolgada novamente.
Falando demais novamente
E eu gostando disso.
Ela possui cabelos de "macarrão parafuso"
igual miojo.
Mas ela não sabe cozinhar.
Somos tão diferentes...
Ela crê
Eu não creio.
Ela é solidária
Eu não.
Ela apoia os hippies
Eu os detesto.
E nesse embate ideológico constante
Não consigo entender como nos entendemos.
Como não brigamos
Como isso é possível?
Somos tão diferentes...
Mas ainda assim,na madrugada
Deitado ao seu lado
Me sinto a pessoa mais feliz do mundo.
Seu cheiro, seu toque, seu cabelo
Seu beijos, seus carinhos, suas risadas
seu olhar...
Tudo me hipnotiza.
Tudo me deixa emocionalmente embriagado.
Ela diz "te amo"
Eu também digo.
E de repente
Somos tão iguais...
Escuto ela, ao meu lado
Falando empolgada novamente.
Falando demais novamente
E eu gostando disso.
Ela possui cabelos de "macarrão parafuso"
igual miojo.
Mas ela não sabe cozinhar.
Somos tão diferentes...
Ela crê
Eu não creio.
Ela é solidária
Eu não.
Ela apoia os hippies
Eu os detesto.
E nesse embate ideológico constante
Não consigo entender como nos entendemos.
Como não brigamos
Como isso é possível?
Somos tão diferentes...
Mas ainda assim,na madrugada
Deitado ao seu lado
Me sinto a pessoa mais feliz do mundo.
Seu cheiro, seu toque, seu cabelo
Seu beijos, seus carinhos, suas risadas
seu olhar...
Tudo me hipnotiza.
Tudo me deixa emocionalmente embriagado.
Ela diz "te amo"
Eu também digo.
E de repente
Somos tão iguais...
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Dinheiro (ode ao niilismo social)
"O capitalismo é terrível"
Escuto em uníssono
Das mesmas pessoas que contam moedas
ao receber o troco.
Das mesmas pessoas que fazem suas contas
ao receber o salário.
"...precisava de mais dinheiro"
Num surto humanitarista
Somos todos contra o sistema.
Lutamos contra a opressão
Ativistas
Juventude consciente.
Odiando o capitalismo, por não ter dinheiro.
Rejeitando o amor, por não ser amado.
Odiando a sociedade, por fazer parte.
A vida não é justa...
Luiz diz, via iphone
que devemos lutar contra as grandes corporações
nas redes sociais.
Ele deve ter razão...ele é um Guarani-Kaiowá
Todos nós somos...
Até a tela do computador desligar.
Amanhã tenho que acordar cedo
Maldita entrevista de emprego.
Escuto em uníssono
Das mesmas pessoas que contam moedas
ao receber o troco.
Das mesmas pessoas que fazem suas contas
ao receber o salário.
"...precisava de mais dinheiro"
Num surto humanitarista
Somos todos contra o sistema.
Lutamos contra a opressão
Ativistas
Juventude consciente.
Odiando o capitalismo, por não ter dinheiro.
Rejeitando o amor, por não ser amado.
Odiando a sociedade, por fazer parte.
A vida não é justa...
Luiz diz, via iphone
que devemos lutar contra as grandes corporações
nas redes sociais.
Ele deve ter razão...ele é um Guarani-Kaiowá
Todos nós somos...
Até a tela do computador desligar.
Amanhã tenho que acordar cedo
Maldita entrevista de emprego.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Pássaro Vermelho
O pássaro vermelho corta o céu
Como uma navalha corta o indigente.
Voando sobre nossas cabeças
Nada poderia ser mais gracioso.
Observo-o enquanto tomo café.
Não me lembro da ultima vez que estive em paz assim.
É uma boa sensação.
A agonia da monotonia, ainda ronda minha sala
Mas o êxtase visual me faz esquecer disso.
"Sou jovem.
Pra que tanta angustia?
O tempo está do meu lado"
Vendo o pássaro vermelho indo embora
Não me sinto tão ingenuo.
Doce ilusão...
Os dias passam voando.
Tão rápido quanto o pássaro vermelho.
Como uma navalha corta o indigente.
Voando sobre nossas cabeças
Nada poderia ser mais gracioso.
Observo-o enquanto tomo café.
Não me lembro da ultima vez que estive em paz assim.
É uma boa sensação.
A agonia da monotonia, ainda ronda minha sala
Mas o êxtase visual me faz esquecer disso.
"Sou jovem.
Pra que tanta angustia?
O tempo está do meu lado"
Vendo o pássaro vermelho indo embora
Não me sinto tão ingenuo.
Doce ilusão...
Os dias passam voando.
Tão rápido quanto o pássaro vermelho.
domingo, 11 de novembro de 2012
Maturidade
A vida flui naturalmente
Num sábado a noite.
Enquanto a chuva cai lá fora
Você percebe que é adulto.
Sua juventude lhe escapa entre os dedos
Ao mesmo tempo que te cobram maturidade.
Uma palavra que inventaram
Com o objetivo de te doutrinar
Dizer que esse jogo tem regras pré-estabelecidas.
Existe um jeito certo de se viver.
Me mantenho em fase de negação.
Como muitos, infelizmente
Sei que sucumbirei.
Falharei como todos outros
Que enfrentaram as regras.
É necessário ter responsabilidades:
Acordar cedo, trabalhar, pagar suas contas
pensar na aposentadoria, pagar impostos
economizar, dormir, acordar, trabalhar...
É o jeito correto de se viver.
É como todos vivem.
Envelhecer foi um grande erro
Não quero mais ser adulto.
Aonde eu reverto o processo?
Que botão devo apertar?
Quero brincar
Pular entre campos verdes
Sentir meu coração disparar
É o que quero!
Mas não posso
infelizmente, não posso.
O relógio marca 03:00
Amanhã tenho que trabalhar.
Num sábado a noite.
Enquanto a chuva cai lá fora
Você percebe que é adulto.
Sua juventude lhe escapa entre os dedos
Ao mesmo tempo que te cobram maturidade.
Uma palavra que inventaram
Com o objetivo de te doutrinar
Dizer que esse jogo tem regras pré-estabelecidas.
Existe um jeito certo de se viver.
Me mantenho em fase de negação.
Como muitos, infelizmente
Sei que sucumbirei.
Falharei como todos outros
Que enfrentaram as regras.
É necessário ter responsabilidades:
Acordar cedo, trabalhar, pagar suas contas
pensar na aposentadoria, pagar impostos
economizar, dormir, acordar, trabalhar...
É o jeito correto de se viver.
É como todos vivem.
Envelhecer foi um grande erro
Não quero mais ser adulto.
Aonde eu reverto o processo?
Que botão devo apertar?
Quero brincar
Pular entre campos verdes
Sentir meu coração disparar
É o que quero!
Mas não posso
infelizmente, não posso.
O relógio marca 03:00
Amanhã tenho que trabalhar.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Ao enxergar
A sobriedade é um estado mental.
Passageira.
Assim como a lucidez.
Na maior parte do tempo
estamos dando atenção ao lúdico.
Sonhos, desejos, anseios
Ainda bem.
Não estamos sóbrios, não estamos lúcidos.
Estamos sonhando, estamos simulando.
Fingindo viver.
Fingindo conviver
Fingindo aceitar
A lucidez é um delirio
Delirio que quero distancia.
A sobriedade é passageira
e acho que chegou a hora de seu desembarque
Da minha vida.
Passageira.
Assim como a lucidez.
Na maior parte do tempo
estamos dando atenção ao lúdico.
Sonhos, desejos, anseios
Ainda bem.
Não estamos sóbrios, não estamos lúcidos.
Estamos sonhando, estamos simulando.
Fingindo viver.
Fingindo conviver
Fingindo aceitar
A lucidez é um delirio
Delirio que quero distancia.
A sobriedade é passageira
e acho que chegou a hora de seu desembarque
Da minha vida.
100 Batidas de jazz.
Ao toque de recolher da madrugada.
Demônios saem a andar.
Deus
Os anjos, as criaturas celestiais
Estão adormecidas
Mas as trevas tem outros planos.
Com seu exército minuciosamente realocado
Nas esquinas
Nas ruas da avenida principal
Nos becos.
Aonde existem capsulas de cocaína na calçada.
Estou emperrado.
Meu carro está sem gasolina.
É perigoso lá fora
Mas talvez eu possa tomar 1 dose.
Talvez uma segunda dose me acalme.
Uma terceira dose não fará mal
Tão pouco a quarta.
A quinta...espero que me mate.
Não...
Abro os olhos.
Levanto a cabeça.
Foi um sonho.
Estou vivo
Estou intacto
Estou acordado.
Preso no meu pior pesadelo:
Minha vida continua.
Demônios saem a andar.
Deus
Os anjos, as criaturas celestiais
Estão adormecidas
Mas as trevas tem outros planos.
Com seu exército minuciosamente realocado
Nas esquinas
Nas ruas da avenida principal
Nos becos.
Aonde existem capsulas de cocaína na calçada.
Estou emperrado.
Meu carro está sem gasolina.
É perigoso lá fora
Mas talvez eu possa tomar 1 dose.
Talvez uma segunda dose me acalme.
Uma terceira dose não fará mal
Tão pouco a quarta.
A quinta...espero que me mate.
Não...
Abro os olhos.
Levanto a cabeça.
Foi um sonho.
Estou vivo
Estou intacto
Estou acordado.
Preso no meu pior pesadelo:
Minha vida continua.
Café fraco.
O simples querer das coisas
Não viabiliza sua chegada
Querer
Não é ter
E isso algo difícil de admitir.
Sentado, encarando o pôr-do-sol
E desejando tudo.
Querendo um carro
Querendo viajar
Querendo viver.
Querer
Não é ter.
As vezes me pego pensando
"Estou vivendo?
Estou realmente vivendo?"
Desejo, com certeza não me falta
O que me falta?
Aonde estou errando?
Queria realmente saber...
Queria ter a certeza
De que não estou errando
É tudo um engano
e provavelmente vai passar.
Queria.
Não viabiliza sua chegada
Querer
Não é ter
E isso algo difícil de admitir.
Sentado, encarando o pôr-do-sol
E desejando tudo.
Querendo um carro
Querendo viajar
Querendo viver.
Querer
Não é ter.
As vezes me pego pensando
"Estou vivendo?
Estou realmente vivendo?"
Desejo, com certeza não me falta
O que me falta?
Aonde estou errando?
Queria realmente saber...
Queria ter a certeza
De que não estou errando
É tudo um engano
e provavelmente vai passar.
Queria.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Segunda
E o café continua quente...
É uma tarde de segunda.
Uma segunda qualquer.
Pessoas estão em seus trabalhos
Velhos em suas praças
Crianças em suas escolas
Mas eu estou aqui.
É incrível as opções.
Podemos fazer de tudo
numa segunda a tarde.
Ler livros
ouvir musicas
assistir inutilidades na tv.
Mas minha mente não.
Minha mente
não me deixa escolher essas opções.
Minha mente prefere o gosto amargo do tédio.
A sensação de vazio
A indiferença sobre o sol
A indiferença sobre a rotina.
É uma tarde de segunda
triste tarde de segunda
Mas ao menos o café está quente.
É uma tarde de segunda.
Uma segunda qualquer.
Pessoas estão em seus trabalhos
Velhos em suas praças
Crianças em suas escolas
Mas eu estou aqui.
É incrível as opções.
Podemos fazer de tudo
numa segunda a tarde.
Ler livros
ouvir musicas
assistir inutilidades na tv.
Mas minha mente não.
Minha mente
não me deixa escolher essas opções.
Minha mente prefere o gosto amargo do tédio.
A sensação de vazio
A indiferença sobre o sol
A indiferença sobre a rotina.
É uma tarde de segunda
triste tarde de segunda
Mas ao menos o café está quente.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Me adaptando a luz.
Trancafiado num poço escuro e fétido.
Nada de bom surgiria ali.
Sufocante
Asfixiador.
Chame como quiser.
Era um poço escuro e fétido
e eu queria sair.
Todos os dias torcendo
todos os dias almejando...
O poço escuro e fétido
passou a fazer parte do meu cotidiano.
Mas encontrei a saída.
No poço escuro e fétido não pretendo voltar.
Estou livre.
Sem mais horários
sem mais alarmes.
Não há patrão
nem a escuridão putrefata
da alienação
Mas e agora?
Pra onde ir?
Nada de bom surgiria ali.
Sufocante
Asfixiador.
Chame como quiser.
Era um poço escuro e fétido
e eu queria sair.
Todos os dias torcendo
todos os dias almejando...
O poço escuro e fétido
passou a fazer parte do meu cotidiano.
Mas encontrei a saída.
No poço escuro e fétido não pretendo voltar.
Estou livre.
Sem mais horários
sem mais alarmes.
Não há patrão
nem a escuridão putrefata
da alienação
Mas e agora?
Pra onde ir?
Assinar:
Comentários (Atom)