terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cotidiano do fim dos dias.

A temperatura está insuportável.
Mais calor do que podemos aguentar.

Quase sinto o tecido da minha pele degenerar
Minha cabeça explodir.

Nos bares, velhos continuam a beber
Todos suados
e sem camisa.

Nas ruas, mendigos se degladiam com facas.
Era a água de alguém,
a que está agora evaporando no asfalto.

Vizinhos reclamam.

Os poros em suas faces estão visíveis.
O aspecto sujo e oleoso também.
A testa molhada.

Todos amavam um tempo com sol...

Entro em minha casa
bebo café.
ligo a tv.

É só o inferno e mais nada.

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